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A cannabis pode ajudar no abuso de substâncias?

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Revisão médica: admin
28/01/2025 • 4 min de leitura • Conteúdo Verificado

A cannabis pode ajudar no abuso de substâncias

Um dos principais pontos sobre o uso da cannabis na medicina, é o seu importante papel na restauração do equilíbrio do corpo. Os canabinoides produzidos pela planta, ajudam a estabilizar o que está desalinhado. Então será que isso pode ser útil no abuso de substâncias?

Quando falamos sobre esse assunto, é importante ressaltar que esse abuso não está apenas em drogas ilícitas, como cocaína ou ecstasy. Mas também no uso indiscriminado de álcool, cigarro e remédios, como opioides ou morfina, por exemplo.

O significado de abuso de substâncias é justamente o uso indevido de qualquer coisa que afete  negativamente a saúde física e mental. Contudo, controlar o uso de substâncias, sejam elas quais forem, não é uma tarefa fácil. Por isso, uma das estratégias bastante utilizadas nos dias de hoje, é a redução de danos. 

A técnica nasceu após o uso problemático de opioides nos EUA. A solução encontrada foi fornecer substitutos menos “danosos” para que o paciente não ficasse em abstinência e logo voltasse ao vício. Na prática de redução de danos, o foco não é a abstinência, mas tentar minimizar os impactos negativos que a substância traz. Assim, a suspensão do uso, vai se tornar o destino final.

Como funciona a redução de danos

Não há uma fórmula certa para a redução de danos. Ela acontece de maneira diferente para cada pessoa. É necessário entender a vida do paciente como um todo, principalmente os seus hábitos.

Isso combinado a maior compreensão dos seus relacionamentos e experiências, darão suporte para identificar os danos e como o processo será feito. Se a pessoa fuma muito, por exemplo, ela pode reduzir a quantidade de maços, usar filtros e evitar o compartilhamento. Se uma pessoa bebe, ela pode passar a alimentar-se durante a prática e intercalar as doses com bebidas não alcoólicas para ter uma ressaca menor.

Outra estratégia da redução de danos é a substituição por algo mais “leve”. Uma pessoa que utiliza o crack, por exemplo, pode migrar para a maconha, que irá resultar em menos danos.

A cannabis na redução de danos

De acordo com a Dra Isabela Zarur, os canabinoides produzidos pela cannabis, especialmente o CBD (canabidiol), ajudam muito a reduzir a ansiedade, a compulsão e o desejo intenso, a fissura e os sintomas relacionados à abstinência. Dessa forma, junto com a ajuda de familiares e profissionais, a cannabis pode oferecer um suporte físico e emocional durante todo o processo.

“E essa abordagem de redução de danos é essencial para oferecer uma chance de recuperação com dignidade. Além de tudo, protege o corpo e a mente do paciente, prevenindo assim as recaídas que podem acontecer durante esse processo”, ressalta.

O papel da cannabis no cérebro

As drogas têm a capacidade de causar uma influência gigante nesta área, e o uso contínuo faz o corpo querer cada vez mais, perdendo o interesse em outros prazeres ou funções, como comer. O que causa o famoso “barato” da maconha, por exemplo, é uma substância chamada THC (tetra-tetraidrocanabinol), mas que também tem lá os seus efeitos terapêuticos.

Através do Sistema Endocanabinoide, ela pode influenciar e ajudar a regular várias funções do organismo, como fome, humor, sono, sistema imunológico e por aí vai. De acordo com um estudo clínico da University College London, no Reino Unido, mostrou que o canabidiol pode combater o vício da própria maconha.

A pesquisa publicada na revista The Lancet conduziu testes com 48 pessoas que fizeram o uso recreativo por quatro semanas.Os voluntários foram divididos em quatro grupos, que tomaram doses diferentes do óleo de canabidiol.

O primeiro, com dosagens de 200 miligramas, o segundo com 400mg e o terceiro, 800. O quarto e último grupo tomou um placebo.Na fase 2 publicada em julho, os voluntários que receberam 400mg a 800mg tiveram uma redução moderada do desejo de usar maconha. Desde a segunda fase, os cientistas divulgaram que não houve nenhum efeito colateral. Agora, foi comprovado que o possível remédio é seguro.

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