O CBD (canabidiol) se popularizou no Brasil por ajudar a tratar epilepsia, principalmente aquelas resistentes a medicamentos convencionais.
Contudo, como ocorre com qualquer medicamento, as interações medicamentosas com a cannabis podem potencializar ou reduzir os seus efeitos. E isso acontece também quando falamos de antiepilépticos.
Para entender mais, conversamos com o neurologista André Millet que nos ajudou a entender mais sobre isso:
Segundo o médico, o CBD interage com alguns antiepilépticos ao inibir as enzimas hepáticas (CYP3A4 e CYP2C19), responsáveis por metabolizar esses medicamentos.
Isso pode aumentar os níveis dos remédios no organismo, potencializando seus efeitos e, em alguns casos, até os efeitos colaterais. Porém, o neurologista destaca que isso nem sempre é negativo:
“É possível, com supervisão, usar o aumento da concentração de outro medicamento para melhorar o controle das convulsões.’ Ainda assim, essas interações variam conforme o antiepiléptico e exigem monitoramento cuidadoso.”