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Saiba o que é síndrome do pôr do sol e como a cannabis ajuda no tratamento

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Equipe Cannect

Revisão Médica • 16 Jun 2026 • 7 min de leitura


Saiba o que é síndrome do pôr do sol e como a cannabis ajuda no tratamento

⚡ Resumo Rápido

A síndrome do pôr do sol é uma condição que tem como principais sintomas como agitação, confusão, ansiedade e irritabilidade no final da tarde.

Descubra o que é a síndrome do pôr do sol em pacientes com Alzheimer e como a cannabis medicinal pode contribuir para o tratamento dos sintomas da doença. 

síndrome do pôr do sol é uma condição associada ao Alzheimer e tem como principal característica aumento de sintomas como agitação, confusão, ansiedade e irritabilidade no final da tarde.  

doença de Alzheimer é uma condição progressiva, sem cura e que afeta diretamente o comportamento, emoções e a forma como o cérebro interpreta o mundo. 

Para ajudar você a entender melhor a síndrome do pôr do sol e o Alzheimer, a Cannalize preparou um guia completo sobre a condição e como a cannabis medicinal atua na redução dos sintomas e contribui para o tratamento.  

O que é a síndrome do pôr do sol no Alzheimer? 

síndrome do pôr do sol é a piora dos sintomas comportamentais e emocionais em pacientes com Alzheimer entre o final da tarde e o começo da noite.  

Em um estudo recente publicado pelo portal Psychiatry Investigation, estima-se que aproximadamente 66% pacientes com demência sofram de síndrome do pôr do sol. 

A condição se desenvolve a partir da evolução do Alzheimer, que compromete a capacidade do cérebro em:  

  • interpretar o ambiente ao redor; 
  • organizar o tempo entre dia e noite; 
  • responder de forma estável aos estímulos. 

A grande questão sobre a intensificação dos sintomas de demência: à medida que a luz natural vai diminuindo, o cérebro do paciente perde a capacidade de regular o relógio biológico e lidar com o cansaço acumulado.  

Essa confusão é o gatilho que faz com que sintomas como ansiedade, agitação e irritabilidade se intensifiquem nesse período do dia.  

É importante lembrar que a transição entre dia e noite não é o único episódio responsável pela síndrome do pôr do sol. Outros fatores que podem desencadear as crises são:  

  • cansaço físico e mental; 
  • pouca iluminação ou sombras; 
  • excesso de estímulos (barulho, TV, muitas pessoas); 
  • dor ou desconforto não percebido;
  • fome, sede ou desidratação; 
  • mudanças bruscas na rotina. 

Principais sintomas da síndrome do pôr do sol 

Os sintomas de síndrome do pôr do sol em pessoas portadoras de Alzheimer podem variar de acordo com o estágio da doença ou condição da pessoa. No entanto, os sinais mais comuns são:  

  • desorientação; 
  • dificuldade de reconhecer pessoas; 
  • confusão sobre tempo e lugar; 
  • ansiedade; 
  • medo; 
  • irritabilidade; 
  • choro; 
  • andar sem parar; 
  • agressividade; 
  • acompanhar o cuidador constantemente; 
  • gritar e exigir atenção; 
  • dificuldade para dormir; 
  • acordar várias vezes; 
  • inversão do ciclo dia/noite.

Como acalmar um paciente de Alzheimer com síndrome do pôr do sol? 

O controle da síndrome do pôr do sol em pessoas com Alzheimer é feito a partir de terapias multidisciplinares. O primeiro passo é bastante simples e consiste no ajuste do ambiente, da rotina e nos estímulos, de acordo com orientações da Alzheimer’s Association. 

1. Regulação do relógio biológico 

Ajustar a exposição à luz é uma maneira para controlar os acessos de síndrome do pôr do sol. O objetivo principal é sinalizar ao cérebro quando é dia e quando é noite, evitando a confusão mental. Para isso: 

  • garanta exposição ao sol pela manhã; 
  • mantenha ambientes bem iluminados no fim do dia; 
  • redução de sombras que possam causar confusão. 

2. Estabelecimento de rotina 

Mudanças bruscas no dia a dia aumentam a insegurança e aumentam a agitação de portadores de Alzheimer no final do dia. Uma alternativa de contenção é criar uma rotina previsível e estruturada. Algumas dicas são: 

  • manter horários fixos para refeições e sono; 
  • organizar atividades durante o dia; 
  • evitar mudanças bruscas na rotina. 

3. Redução de estímulos sensoriais 

Ao final do dia, o cérebro de um paciente com Alzheimer tem menor capacidade de processamento de estímulos complexos.  

Por isso, locais com muito barulho, televisão alta ou com concentração de pessoas, podem estimular a agitação mental. Para evitar esse tipo de problema, algumas boas práticas são: 

  • reduzir ruídos como TV, rádio e conversa alta; 
  • evitar ambientes com concentração de pessoas; 
  • manter o espaço tranquilo e organizado. 

4. Estímulo ao relaxamento 

Estimular o relaxamento é uma técnica usada para reduzir quadros de ansiedade e agitação que aumentam a intensidade da síndrome do pôr do sol. Se você que a pessoa está começando a se agitar, tente: 

  • usar música calma e conhecida; 
  • incentivar contato emocional com voz tranquila e toque); 
  • propor atividades simples e repetitivas. 

5. Investir em sono e descanso de qualidade 

Um dos principais gatilhos da síndrome do pôr do sol é o cansaço ao longo do dia. Uma das melhores maneiras de prevenir essa situação é investir na higiene do sono com os seguintes cuidados:  

  • evitar cochilos longos durante o dia; 
  • manter rotina regular de sono; 
  • incentivar exposição à luz natural; 

Quando considerar tratamento com medicamentos? 

O uso de medicamentos para o tratamento da síndrome do pôr do sol em pacientes com Alzheimer só deve ser considerado nas seguintes condições: 

  • risco para o paciente ou cuidador; 
  • sintomas intensos; 
  • as medidas para acalmar não apresentem resultado. 

A grande questão que envolve o uso de medicamentos tradicionais são os efeitos colaterais como, por exemplo, excesso de sedação e redução na capacidade cognitiva. Por isso, esse tipo de terapia só é adotado em situações especiais.  

Cannabis medicinal, alzheimer e a síndrome do pôr do sol 

A cannabis medicinal, devido à baixa incidência de efeitos colaterais, tem se tornado uma alternativa para o controle dos principais sintomas de Alzheimer e síndrome do pôr do sol. 

O CBD é uma substância que interage diretamente com o sistema endocanabinoide  contribuindo para regular o sono, inflamações, oscilações de humor e proporcionar o relaxamento natural.  

Por conta dessas características, a cannabis medicinal consegue reduzir a insônia, a ansiedade e a agitação de um paciente com Alzheimer. Dessa maneira, o tratamento promove a qualidade de vida e evita os acessos da síndrome.  

No entanto, vale ressaltar que a cannabis medicinal não substitui a terapia principal focada no comportamento do paciente.  

Além disso, qualquer tratamento com cannabis deve ser individualizado e contar com prescrição e acompanhamento médico contínuo.  Só assim será possível resguardar a qualidade de vida do paciente que sofre com síndrome do pôr do sol. 

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