Entenda se a cannabis interfere em medicamentos remédios, riscos, como usar e quando falar com um médico parceiro da Cannect
A cannabis medicinal é cada vez mais usada como opção natural para o tratamento de doenças crônicas. Por conta disso, é muito comum que os novos pacientes se perguntem: será que a cannabis interfere nos meus medicamentos?
A princípio, a resposta é sim! Canabinoides como CBD (canabidiol) e THC (tetrahidrocanabinol) são metabolizados pelo fígado, afetando a absorção do organismo dos remédios químicos.
Para responder todas as dúvidas sobre a interferência da cannabis em seus outros medicamentos, a Cannect preparou um guia completo.
Saiba como funciona a interação medicamentosa com a cannabis, ricos, como usar corretamente e quando procurar um profissional especializado.
Riscos da interação da cannabis com outros medicamentos?
Quando pensamos na interação da cannabis com outros medicamentos para dores crônicas, o ponto principal é entender que ambos os princípios ativos são metabolizados no fígado.
Isso quer dizer que o CBD e o THC fazem com que a metabolização de alguns medicamentos seja atrasada. Em consequência disso, alguns ansiolíticos, antidepressivos, benzodiazepínicos e betabloqueadores permanecem mais tempo circulando pela corrente sanguínea.
A alteração causada pelos canabinoides no metabolismo de medicamentos sintéticos se reflete de duas maneiras: redução da eficácia do remédio ou potencialização dos efeitos colaterais.
Para evitar maiores problemas de saúde, antes de iniciar qualquer tratamento com cannabis medicinal, procure um médico de confiança. Só ele poderá entender a interação entre os remédios e prescrever uma terapia personalizada.
Principais interações medicamentosas com a cannabis
A interação entre cannabis medicinal de remédios sintéticos afeta, em maior ou menor grau, os tratamentos convencionais.
Entretanto, podemos dizer que há alguns medicamentos que se encontram em uma espécie de “grupo de risco”. Entre eles, estão:
Antiepilépticos
Os antiepilépticos são soluções que atuam no sistema nervoso central com o objetivo de interromper ou evitar crises epilépticas.
Nessa categoria podemos encontrar o Clobazam. A interação com o canabidiol pode aumentar o nível de sedação e ampliar os efeitos colaterais.
Ainda na classe dos anticonvulsivantes, há remédios como Fenitoína, Carbamazepina e Fenobarbital, em que a interação medicamentosa prejudica os dois lados.
Por exemplo, os medicamentos citados aceleram o metabolismo do fígado, acarretando a eliminação mais rápida do CBD pelo organismo.
Com isso, é possível verificar efeito menor do que esperado, prolongando sintomas de dores e ansiedade.
Porém, o efeito inverso também pode ocorrer. O canabidiol, ao desacelerar o metabolismo do fígado, estimula a concentração dos antiepilépticos no organismo. Com isso, o paciente pode sofrer com:
- intoxicação;
- sedação em excesso;
- tontura;
- falta de coordenação
- alterações bruscas de humor
- comprometimento das funções hepáticas;
Anticoagulantes
Um dos anticoagulantes mais populares é a Varfarina. A interação com medicamentos dessa categoria causa problemas como o engrossamento do sangue e a possível formação de coágulos.
Quando há a mistura dessa classe de medicamentos com a cannabis, o esperado é que aconteça o afinamento do sangue, o que pode levar a sangramentos leves na gengiva e nariz, ou casos mais graves como sangue na urina, fezes ou hemorragia cerebral.
Antidepressivos, antipsicóticos e a cannabis
Um bom exemplo de quando a cannabis interfere em medicamentos para doenças crônicas é a interação entre o CBD e antidepressivos, antipsicóticos.
Ao retardar a metabolização do fármaco, o canabidiol potencializa os efeitos do fármaco, tendo como principais sintomas:
- sonolência excessiva;
- tontura;
- sensação de “cabeça pesada”;
- tremores;
- rigidez muscular;
- inquietação intensa;
- movimentos involuntários;
- boca seca;
- palpitações;
- náuseas.
Imunossupressores
Os imunossupressores são medicações que trabalham inibindo a ação do sistema imunológico, sendo muito usado para evitar a rejeição pós-transplantes e tratamento de doenças autoimunes.
A combinação dos remédios dessa categoria com canabinoides é extremamente perigosa. Quando há alta concentração de tacrolimo, você pode sofrer com:
- lesão renal;
- tremores;
- fortes dores de cabeça;
- hipertensão;
- vômitos;
- náuseas;
- vulnerabilidade a infecções.
Por outro lado, quando a concentração de tacrolimo é baixa, o organismo perde a capacidade de controle do sistema imunológico. Nessas condições, pacientes transplantados podem sofrer com a rejeição do novo órgão.
Opioides, benzodiazepínicos e depressores do Sistema Nervoso Central
Substâncias como morfina, codeína, oxicodona, diazepam, clonazepam e antidepressivos, atuam diretamente no Sistema Nervoso Central, reduzindo a atividade cerebral.
Aqui, a grande questão é que a cannabis interfere potencializando o efeito sedativo da medicação. Por causa disso, é muito comum que interação medicamentosa cause:
- sonolência intensa;
- dificuldade para acordar;
- reflexos lentos;
- risco de quedas;
- lapsos de memória;
- confusão mental.
Cannabis interfere em medicamentos? Perguntas frequentes
Posso usar cannabis com meus remédios atuais?
Depende. Quem vai validar ou não a interação entre cannabis e o sua medicação recorrente é um médico especializado.
Só ele poderá mensurar o quão segura essa combinação será e a melhor maneira de seguir com os tratamentos.
Lembre-se: só inicie qualquer tratamento, com canabidiol ou não, com acompanhamento. A automedicação pode ser prejudicial à saúde.
CBD pode interagir com antidepressivos?
Em teoria sim. Entretanto, busque a orientação de um especialista para que ele possa analisar e prescrever a terapia mais adequada.
THC corta efeito de algum remédio?
Sim. O THC consegue cortar o efeito dos anticoagulantes, o que te deixa suscetível a sangramentos leves e hemorragias.
Há medicamentos que potencializam ou reduzem o efeito do CBD?”
Sim. Os antimicrobianos têm a capacidade de elevar a concentração de CBD no organismo. Já rifampicina, carbamazepina, fenitoína estimulam o metabolismo, o que reduz os níveis de canabinoides no sangue.
Por que consultar um especialista Cannect?
Só na Cannect você encontra profissionais especializados em terapias com cannabis medicinal para pacientes com dores crônicas.
Assim, você terá a segurança para realizar qualquer tratamento em que haja a interação entre cannabis e medicamentos sintéticos, já que haverá acompanhamento em todas as etapas do processo.
Está procurando opções seguras de tratamento natural para dores crônicas? Agende agora mesmo sua consulta com nossos médicos parceiros.