Se você pesquisar, provavelmente vai ver várias notícias sobre o uso da maconha e o aumento no risco de doenças cardíacas. E de fato, a maconha pode não ser uma boa opção para quem tem problemas do coração.
Isso porque o THC (tetrahidrocanabinol), principal substância que gera a “alta” da maconha, pode aumentar a frequência cardíaca e a pressão arterial em cada uso. A fumaça também pode ser tóxica, assim como a do cigarro, de acordo com o CDC (Centro de Controle de Doenças) dos Estados Unidos.
Mas o que fazer quando um paciente cardíaco recebe uma indicação para usar o CBD (canabidiol) para alguma outra condição?
O CBD para doenças cardíacas
De acordo com o cardiologista Heder Leite, o CBD pode ser sim usado por pessoas com condições cardíacas, desde que estáveis e com o aval do seu médico. “Isso requer que o paciente tenha seus exames periódicos em dia que comprovem que a sua doença de base esteja controlada.” Acrescenta.
O médico ainda explica que isso não serve apenas para o uso do canabidiol, mas para qualquer medicação.
Por outro lado, acrescentar mais um remédio, mesmo que para o tratamento de outra condição, também pode trazer algumas ressalvas aos pacientes devido às interações medicamentosas.