O remédio é um antidepressivo bastante conhecido no Brasil. Bastante utilizado para o tratamento de depressão, ansiedade e síndome de pânico, o remédio está nas farmácias há mais de 20 anos. Mas dá para substituir o Escitalopram pelo CBD?
Com mais de 10 milhões de comprimidos vendidos anualmente, só é possível comprá-lo com uma receita de controle especial, válida por 30 dias.
De acordo com o psiquiatra João Victor Lorenzetti, antidepressivos como este, atuam diretamente nos sistemas das monoaminas, estimulando a transmissão de serotonina, bloqueando a recaptação da mesma.
Pertencente à classe dos ISRS (Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina), o seu papel é impedir a retirada de serotonina do cérebro, substância conhecida como “hormônio da felicidade”.
Cannabis X Escitalopram
Por outro lado, o produto contém efeitos colaterais, que vão desde coriza até arritmia, como:
- Aumento ou diminuição do apetite;
- Aumento do suor;
- Dores musculares e nas articulações;
- Aumento de peso;
- Cansaço;
- Febre;
- Disúrbios sexuais;
- Alteração do ritmo cardíaco, como arritmias;
- Náusea;
- Dor de cabeça;
- Nariz entupido com coriza (sinusite;
- Ansiedade;
- Inquietude;
- Sonhos anormais entre outros.
Apesar de também influenciar a serotonina, o psiquiatra explica que a cannabis trabalha de forma diferente, através do chamado Sistema Endocanabinoide. Trata-se um sistema que regula a homeostase, ou seja, o equilíbrio das funções do organismo.
Através dos chamados canabinoides, como o CBD (canabidiol), por exemplo, a cannabis pode modular substâncias como a anandamida e 2-araquidonilglicerol, e por consequência, também modula-se, em menor grau, as monoaminas (serotonina, dopamina, noradrenalina).
Substituição
Por outro lado, o médico explica que a troca não é substituível para a grande maioria dos casos. A cannabis é associada como adjuvante ao tratamento, permitindo algumas vezes a diminuição e até mesmo desprescrição para alguns quadros, mas não é via de regra.
“Cada caso deve ser avaliado individualmente e em processo controlado”, acrescenta.
E o acompanhamento médico não é por acaso. Há o risco de acontecer uma interação entre a cannabis e o escitalopram, que podem aumentar os efeitos e ser perigoso.
O psiquiatra também explica que, no final, a cannabis é uma opção por causa do baixo nível de efeitos colaterais. O ponto negativo das medicações psiquiátricas é o perfil de efeito colateral, que pode variar de composto para composto.
“Pensando no escitalopram, costuma ser mais baixo que outros antidepressivos da mesma classe, entretanto ainda é comum a disfunção sexual, sintomas gastrointestinais, insônia ou sedação leve”, acrescenta.
Sintomas que podem variar de organismo para organismo em intensidade e apresentação.
No geral, a cannabis medicinal não apresenta estes efeitos colaterais, exceto em alguns raros casos os sintomas gastrointestinais. Entretanto podem apresentar outros, geralmente mais brandos e toleráveis em comparação ao tratamento medicamentoso tradicional.
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A cannabis medicinal só pode ser comprada legalmente no Brasil com receita médica, e o primeiro passo para ter acesso é agendar uma consulta.
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