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É possível substituir o Escitalopram pelo CBD?

Tainara Cavalcante
Revisão médica: Tainara Cavalcante
25/09/2025 3 min de leitura
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É possível substituir o Escitalopram pelo CBD

Resumo Rápido

O Escitalopram é um é um antidepressivo bastante popular no Brasil para o tratamento de condições como depressão, ansiedade e síndrome de pânico. o CBD, por sua vez, pode contribuir para o manejo dos sintomas e ser usado como adjuvante no processo terapêutico

O remédio é um antidepressivo bastante conhecido no Brasil. Bastante utilizado para o tratamento de depressão, ansiedade e síndome de pânico, o remédio está nas farmácias há mais de 20 anos. Mas dá para substituir o Escitalopram pelo CBD? Com mais de 10 milhões de comprimidos vendidos anualmente,  só é possível comprá-lo com uma receita de controle especial, válida por 30 dias.

De acordo com o psiquiatra João Victor Lorenzetti, antidepressivos como este, atuam diretamente nos sistemas das monoaminas, estimulando a transmissão de serotonina, bloqueando a recaptação da mesma. Pertencente à classe dos ISRS (Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina), o seu papel é  impedir a retirada de serotonina do cérebro, substância conhecida como “hormônio da felicidade”.

Cannabis X Escitalopram

Por outro lado, o produto contém efeitos colaterais, que vão desde coriza até arritmia, como:

  • Aumento ou diminuição do apetite;
  • Aumento do suor;
  • Dores musculares e nas articulações;
  • Aumento de peso;
  • Cansaço;
  • Febre;
  • Disúrbios sexuais;
  • Alteração do ritmo cardíaco, como arritmias;
  • Náusea;
  • Dor de cabeça;
  • Nariz entupido com coriza (sinusite;
  • Ansiedade;
  •  Inquietude;
  • Sonhos anormais entre outros.

Apesar de também influenciar a serotonina, o psiquiatra explica que a cannabis trabalha de forma diferente, através do chamado Sistema Endocanabinoide. Trata-se um sistema que regula a homeostase, ou seja, o equilíbrio das funções do organismo.

Através dos chamados canabinoides, como o CBD (canabidiol), por exemplo, a cannabis pode modular substâncias como a anandamida e 2-araquidonilglicerol, e por consequência, também modula-se, em menor grau, as monoaminas (serotonina, dopamina, noradrenalina).

Substituição

Por outro lado, o médico explica que a troca não é substituível para a grande maioria dos casos. A cannabis é associada como adjuvante ao tratamento, permitindo algumas vezes a diminuição e até mesmo desprescrição para alguns quadros, mas não é via de regra.

“Cada caso deve ser avaliado individualmente e em processo controlado”, acrescenta.

E o acompanhamento médico não é por acaso. Há o risco de acontecer uma interação entre a cannabis e o escitalopram, que podem aumentar os efeitos e ser perigoso.

O psiquiatra também explica que, no final, a cannabis é uma opção por causa do baixo nível de efeitos colaterais. O ponto negativo das medicações psiquiátricas é o perfil de efeito colateral, que pode variar de composto para composto.

“Pensando no escitalopram, costuma ser mais baixo que outros antidepressivos da mesma classe, entretanto ainda é comum a disfunção sexual, sintomas gastrointestinais, insônia ou sedação leve”, acrescenta.

Sintomas que podem variar de organismo para organismo em intensidade e apresentação.

No geral, a cannabis medicinal não apresenta estes efeitos colaterais, exceto em alguns raros casos os sintomas gastrointestinais. Entretanto podem apresentar outros, geralmente mais brandos e toleráveis em comparação ao tratamento medicamentoso tradicional.

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A cannabis medicinal só pode ser comprada legalmente no Brasil com receita médica, e o primeiro passo para ter acesso é agendar uma consulta.

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Sobre quem revisou este conteúdo

Tainara Cavalcante

Tainara Cavalcante

Especialista responsável pela revisão técnica e médica dos conteúdos da Cannect.


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