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Cannect participa do I Congresso Estadual de Direito Canábico

Andrei Semensato
Revisão médica: Andrei Semensato
19/06/2023 3 min de leitura
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Cannect participa do I Congresso Estadual de Direito Canábico

A Cannect esteve presente no Congresso Estadual de Direito Canábico, que teve sua primeira edição na sede da OAB-RJ. O evento aconteceu nos dias 12 e 13 de junho e contou com a participação de diversos advogados, representantes e especialistas em negócios canábicos e profissionais de saúde.

O diretor médico da Cannect, Dr. Rafael Pessoa, palestrou em duas mesas: Saúde Preventiva, Paliativa e Práticas Integrativas; e Negócios em Cannabis Medicinal.

De acordo com o médico, a idealização do congresso demonstra preocupação e interesse do meio jurídico sobre este mercado. Com isso, o evento direcionou advogados que pretendam atuar nesta área e mostrou como tomar as melhores decisões e onde procurar por informações corretas, pensando que o debate sobre cannabis medicinal no Brasil está no início.

“Isso é importante para evitar que produtos de baixa qualidade circulem no mercado, para que os pacientes sejam acompanhados por profissionais de saúde e o uso das medicações seja racional e regularizado”, afirmou Rafael.

Durante a Mesa de abertura, a vice-presidente da OAB-RJ, Ana Tereza Basílio, defendeu que não deve haver preconceito quando o assunto é saúde e tratamento de um paciente. “O número de casos em que o uso da cannabis como medicamento favorece o ser humano, por si só, já justifica o apoio incondicional a sua utilização”, disse. 

PICS

Durante sua fala, Rafael defendeu a inclusão da cannabis nas Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS), que segundo definição do Ministério da Saúde são “tratamentos que utilizam recursos terapêuticos baseados em conhecimentos tradicionais, voltados para prevenir diversas doenças”.

Para o médico, categorizar a planta neste grupo é uma forma de incentivar uma adesão terapêutica maior por parte da população que precisa dos medicamentos.

“Grande parte da minha preocupação é: por que uma terapia com canabinoides, que aborda o paciente em múltiplos sintomas e onde há necessidade de um acompanhamento de perto e abordagem de diversos profissionais, não estar inserida nas PICS?”

Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece gratuitamente 29 procedimentos dessa prática, confira a lista. Esses tipos de tratamentos estão presentes em 54% dos municípios brasileiros. Portanto, a organização garante que o Brasil é referência mundial em PICS, especialmente na atenção primária, que é o atendimento inicial de um paciente.

Curso de Direito Canábico

Para enfatizar a importância de orientar advogados quanto à cannabis medicinal, a Dr.Cannabis, vertical de educação da Cannect, anunciou um curso voltado para esse campo. O advogado e fundador da Rede Reforma (Rede Jurídica pela Reforma da Política de Drogas), Emílio Figueiredo, é um dos professores do curso e também discursou no congresso.

Para o diretor médico da Cannect, é importante que o mercado da cannabis cresça baseado em evidências científicas, boas práticas e com uma regulamentação judicial efetiva. Nesta última parte, entra o incentivo ao Direito Canábico. 

“A gente tem responsabilidade tanto ético-profissional quanto civil de que essa terapêutica seja cuidada e regulamentada. Porque se ela for mal utilizada, e consequentemente condenada, isso traria impactos muito negativos para os pacientes que mais se beneficiam dela”, concluiu Pessoa.

Sobre quem revisou este conteúdo

Andrei Semensato

Andrei Semensato

Especialista responsável pela revisão técnica e médica dos conteúdos da Cannect.


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