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Transtorno bipolar: o que é, qual o tratamento e o papel da cannabis medicinal?

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Equipe Cannect

Revisão Médica • 30 Mar 2026 • 6 min de leitura


Transtorno bipolar: o que é, qual o tratamento e o papel da cannabis medicinal?

⚡ Resumo Rápido

A cannabis medicinal pode ser usada como coadjuvante ao tratamento convencional de transtorno bipolar, pois contribui para o manejo dos sintomas da doença.

Saiba o que é transtorno bipolar, sintomas, tratamentos e o papel da cannabis medicinal segundo estudos recentes sobre a planta e a saúde mental. 

O transtorno bipolar é uma condição que afeta a saúde mental de milhões de pessoas em todo o mundo, exigindo terapia e acompanhamento contínuo.  

Caracterizado por oscilações extremas de humor, esse distúrbio traz impactos negativos na saúde emocional, na vida social e na rotina do paciente, sendo classificado como doença crônica.  

Nos últimos anos, estudos revelaram que a cannabis medicinal, mais precisamente o canabidiol, tem efeitos positivos nos tratamentos de transtorno bipolar, já que permite o controle dos sintomas.  

Saiba tudo sobre transtorno bipolar, como os principais tratamentos e como a cannabis medicinal pode ajudar a melhorar a saúde mental dos pacientes.  

O que é transtorno bipolar?

O transtorno bipolar é uma doença que acarreta a alteração brusca e significativa de humor da pessoa, entre hipomania e depressão. Os principais sintomas de cada um desses quadros, são:  

Hipomania

  • euforia; 
  • aumento de energia;
  • Impulsividade; 
  • comportamentos de risco; 
  • fala acelerada; 
  • Irritabilidade; 
  • redução de sono;  

Depressão 

  • tristeza intensa; 
  • baixa energia; 
  • perda de interesse; 
  • alterações de apetite; 
  • sono excessivo ou insônia; 
  • pensamentos suicidas; 

Segundos dados recentes, estima-se que o transtorno bipolar comece a se desenvolver entre os 20 e 30 anos,  

Quais são os tipos de transtorno bipolar?

O transtorno pode ser classificado em quatro tipos, sendo eles: bipolar 1, bipolar 2, ciclotímico e transtorno  de ciclo rápido. Conheça melhor cada um deles:  

Transtorno bipolar I

A pessoa que sofre de transtorno bipolar I já apresentou ao menos um episódio maníaco completo (alteração de humor). Além disso, esse problema deve tê-la impedido de desempenhar sua rotina ou tenha relatado delírios.

Transtorno bipolar II

Para ser diagnosticado com transtorno bipolar II, o paciente precisa ter relatado a ocorrência graves de depressão e, pelo menos, um caso de hipomania leve.  

Transtorno ciclotímico

O transtorno ciclotímico tem como principais características a mudança leve entre os estados de euforia e tristeza com duração de alguns dias.  Se não diagnosticado à tempo, pode evoluir para um quadro de transtorno bipolar.  

Transtorno bipolar de ciclo rápido

Transtorno bipolar de ciclo rápido é quando o paciente, seja do tipo 1 ou 2, apresenta quatro ou manos manifestações de alteração durante o ano. O que significa que a sua saúde mental e vida social estão bastante comprometidas.  

 O que causa o transtorno bipolar?

 Não há uma causa específica para o transtorno bipolar. Essa condição pode afetar uma pessoa a partir de uma série de fatores. Entre eles: 

  • produção de noradrenalina ou serotonina desregulada; 
  • estresse; 
  • hipertireoidismo; 
  • uso de corticoides;  
  • uso de cocaína e anfetaminas); 

Como é o tratamento para transtorno bipolar

O tratamento convencional para o transtorno é multidisciplinar, já que envolve médicos, psicoterapeutas e grupos de apoio. A terapia se baseia em três pilares: estabilizadores de humor, uso de medicamentos e psicoterapia. Confira: 

1. Estabilização do humor

A estabilização do humor tem como objetivo manter o paciente estável por longo período, evitando que ele tenha recaídas. Dessa maneira, é possível evitar oscilações recorrentes e tentativas de suicídio.  

Nesse cenário, é administrado um medicamento à base de anticonvulsivantes à base de lítio para controlar pensamentos ou atividades agitadas.  

2. Antipsicóticos

Os antipsicóticos são remédios prescritos para que o paciente use em meio à uma crise maníaca. O medicamento reduz o estado de agitação e garante o equilíbrio emocional, o que evita delírios ou comportamentos perigosos para si e para os outros.  

3. Psicoterapia

A psicoterapia tem como objetivo ajudar o paciente a entender a sua condição e oferecer suporte caso a terapia medicamentosa falhe. Esse pilar do tratamento se destaca por:  

  • reduzir recaídas; 
  • diminuir a necessidade de hospitalizações; 
  • ajudar o paciente a perceber sinais precoces de crise; 
  • melhorar a adesão ao tratamento; 
  • fortalecer rotinas de sono, produtividade e autocuidado. 

Como a cannabis medicinal ajuda a tratar o transtorno bipolar?

A cannabis medicinal pode ser usada como coadjuvante ao tratamento convencional, pois contribui para estabilização do quadro clínico do paciente.  

Estudo da Fiocruz evidenciou que pacientes bipolares que recebem 600mg a 1200mg/dia de CBD, junto com o medicamento tradicional, apresentarem os seguintes resultados: 

  • 37% de redução nos sintomas maníacos; 
  • 33% de melhora clínica geral

Outro estudo, publicado em 2025, avaliou o tratamento de pacientes com depressão aguda que receberam 300 mg/dia de canabidiol.  A análise encontrou os seguintes dados: 

  • redução significativa da depressão entre 2 e 8 semanas; 
  • sem piora de sintomas maníacos; 
  • boa tolerabilidade.

Então o CBD pode ser usado no tratamento do transtorno bipolar? 

Sim! O CBD pode ser considerado um coadjuvante no tratamento convencional para transtorno, uma vez que ajuda a controlar os sintomas da doença. Entre os principais

  • ansiedade; 
  • insônia; 
  • agitação; 
  • estresse. 

O THC não é recomendado para tratar bipolaridade

Se o CBD ajuda no controle da agitação física e mental associada ao transtorno, o THC acaba piorando as crises de hipomania. 

A explicação para isso é simples: o THC aumenta a impulsividade, acelera a atividade mental e pode estimular surtos psicóticos.  

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Perguntas Frequentes

Até o momento não há evidências de que o CDB possa servir como gatilho para crises de hipomania, pelo contrário. Estudos recentes demonstram que o canabidiol promove o relaxamento do paciente.

Sim. Por ser psicoativo, o THC pode piorar quadros de mania, psicose e impulsividade.

Sim. O CBD combinado com olanzapina e outros medicamentos contribui para a estabilização do humor a longo prazo. No entanto, qualquer tratamento com cannabis deve ser feito apenas com prescrição e acompanhamento médico.

Os estudos de tratamento para transtorno com cannabis medicinal avaliaram doses entre 300 e 1200 mg/dia. Porém, vale ressaltar que o uso do canabidiol para bipolaridade deve ser acompanhado por um médico responsável.

Não. Ainda não há estudos que indiquem que o CBD pode ser o principal estabilizador em terapias de pacientes com transtorno.

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