Saiba o que é O TEA (Transtorno do Espectro Autista), os principais tratamentos e como a cannabis medicinal ajuda a controlar os sintomas da condição.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição que acompanha o paciente ao logo de toda a vida, exigindo um cuidado especial por parte de familiares, cuidadores e médicos.
Nesse contexto, a cannabis medicinal vem ganhando espaço como coadjuvante no tratamento, pois apresenta ótimos resultados no manejo dos principais sintomas e poucos efeitos colaterais.
Confira o nosso guia com tudo o que você precisa saber sobre o uso da cannabis medicinal como suporte ao tratamento do transtorno.
O que é o Transtorno do Espectro Autista (TEA)?
O Transtorno do Espectro Autista é o nome científico do que popularmente se chama de autismo.
Ele é uma condição neurodivergente, caracterizada pela diferença como o cérebro processa informações sociais, sensoriais e comportamentais.
O transtorno tem espectro no nome porque pode se manifestar de maneiras diferentes, de acordo com as características de cada pessoa.
O que você saber sobre o TEA
Antes de falarmos os tipos e tratamentos, é importante lembrar que o TEA é uma condição que não tem cura, ou seja, acompanha o paciente ao longo de toda a vida. Entre suas principais características, estão:
- dificuldades na comunicação social;
- problemas com interação social;
- repetição de padrões de comportamento;
- interesses restritos;
- alterações sensoriais.
Conheça os níveis de suporte do TEA
O espectro autista é classificado de acordo com a necessidade que o paciente precisará para conseguir viver com o mínimo de qualidade de vida.
De acordo com o DSM‑5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), o TEA classificado é dividido nos níveis 1, 2 e 3. Saiba quais são as características de cada um deles:
TEA nível 1: necessita de pouco suporte
O nível 1 de TEA é aquele em que o paciente tem autonomia, porém precisa de algum suporte para lidar com o dia a dia. Entre as principais características dessa classificação, temos:
- dificuldades na interação social;
- comunicação verbal preservada;
- hiperfoco por certos temas;
- rigidez cognitiva (dificuldade com mudanças);
- sensibilidade sensorial (sons, luzes, texturas).
Pessoas nesse espectro costumam receber o diagnóstico do transtorno na adolescência ou na vida adulta, quando as limitações ficam mais evidentes.
No dia a dia, o portador dessa condição pode estudar, trabalhar e ter uma vida relativamente autônoma. Entretanto, precisa de suporte em questões como:
- relações sociais;
- organização;
- gestão emocional;
- ansiedade social;
TEA nível 2: necessita de suporte substancial
Os pacientes diagnosticados com TEA nível 2 apresentam maiores limitações cognitivas que afetam a rotina. Nesse estágio, a pessoa sofre com:
- déficit claro na comunicação verbal e não verbal;
- dificuldade maior em iniciar ou manter interações sociais;
- comportamentos repetitivos com mais frequentes;
- maior sensibilidade a mudanças;
- crises de ansiedade ou desorganização emocional.
Por conta disso, a recomendação é que o portador de TEA tenha acompanhamento terapêutico contínuo, adaptações no trabalho ou escola e mediação das interações sociais.
Pessoa com transtorno do espectro autista nesse nível pode, ao logo do tempo, desenvolver condições secundárias. Entre as mais comuns:
TEA nível 3: suporte essencial para rotina
O nível 3 é o último estágio do Transtorno do Espectro Autista. Pacientes diagnosticado com essa classificação, precisam de suporte em tempo integral. Isso acontece por conta de:
- comunicação verbal severamente limitada ou inexistente;
- dificuldades de qualquer interação social;
- comportamentos repetitivos intensos;
- crises diante de mudanças ou estímulos sensoriais;
- comportamento autolesivo ou agressivo.
Como há um comprometimento severo na autonomia, pessoa com transtorno do espectro autista nível 3, necessitam de:
- suporte contínuo;
- supervisão constante de um responsável;
- equipe médica multidisciplinar.
Por fim, pacientes TEA nível 3 podem desenvolver epilepsia, deficiência intelectual associada e distúrbios severos do sono e alimentação.
Tratamentos para Transtorno do Espectro Autista
Os tratamentos para Transtorno do Espectro Autista são paliativos e tem como objetivo promover qualidade de vida, funcionalidade e redução de sofrimento do paciente. Conheça quais são as principais terapias:
Intervenções terapêuticas não medicamentosas
As terapias não medicamentosas visam estimular o desenvolvimento, autônima e favorecer a inclusão social. Entre as opções de tratamentos, se destacam:
- terapia comportamental;
- fonoaudiologia;
- terapia ocupacional;
- apoio pedagógico;
- Psicoterapia;
- orientação familiar.
Tratamento convencional com medicamentos
O tratamento paliativo de pacientes transtorno do espectro autista também podem demandar a administração de medicamento para controle dos sintomas. Neste cenário, a terapia medicinal é indicada para:
- agressividade;
- Irritabilidade;
- ansiedade severa;
- distúrbios do sono;
- hiperatividade;
- epilepsia associada.
Cannabis medicinal na terapia para TEA
A cannabis medicinal é usada como coadjuvante no tratamento de Transtorno do Espectro Autista. A função é semelhante aos remédios sintéticos: manejo de sintomas associados ao TEA.
Para o tratamento de sintomas de neurodivergência, o canabidiol é a substância mais indicada, uma vez que apresenta:
- ausência de efeito psicoativo;
- perfil de segurança favorável;
- propriedades ansiolíticas, anticonvulsivantes e moduladoras de comportamento.
O que a ciência diz sobre uso de CBD para Transtorno do Espectro Autista?
Estudos clínicos e observacionais apontam que extratos ricos em CBD contribuem para o controle de sintomas de TEA, principalmente em pacientes considerados graves ou moderados.
Sintomas que podem melhorar com CBD
De acordo com os estudos apresentados, o CBD se mostrou efeito na redução dos seguintes sintomas em pacientes com TEA:
- irritabilidade e agressividade;
- ansiedade;
- distúrbios do sono;
- crises de agitação;
- comportamentos autolesivos;
- comorbidades como epilepsia.
Um estudo publicado em 2024 e realizado por Jeanne Alves de Souza Mazza, cientista da UNB, mostrou melhora clínica de 70% de crianças e adolescentes com TEA tratados com canabidiol. A terapia conseguiu reduzir a agressividade, melhorando a atenção e a comunicação.
O que cannabis medicinal não faz em pacientes com TEA
A cannabis medicinal é um ótimo coadjuvantes em terapias de pessoas com transtorno do espectro autista.
Porém, vale lembrar que o CBD não trata o TEA, não substitui terapias medicamentosas e não medicamentosas, além de não eliminar a necessidade de suporte para o paciente.
Tratamentos cannabis medicinal são seguros?
Sim, os tratamentos de TEA com cannabis medicinal são seguros. Apesar disso, é possível que a pessoa apresente sintomas leves de sonolência, alterações gastrointestinais e mudanças de apetite.
Cuidados essenciais com a cannabis medicinal
Para o tratamento adequado se seguro de paciente de TEA com cannabis medicinal, a recomendação é:
- uso somente com prescrição médica;
- compre produtos autorizados pela Anvisa;
- realização de acompanhamento contínuo;
- Ter atenção redobrada em crianças e adolescentes.
Tratamento seguro com cannabis medicinal é com a Cannect
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